
POR DIEGO SIQUEIRA — Em nossas viagens, seja a trabalho ou a lazer, sempre capturamos momentos. Fotos de pontos turísticos, pontes e muralhas históricas, pores do sol e céus estrelados. Mas e se, além de olhar para o mundo MACRO, olhássemos para um universo ainda menor?
Os povos antigos, como os fenícios e egípcios, já utilizavam as estrelas para navegação há 4.000 anos. Depois, em 1543, Copérnico revolucionou a astronomia com o modelo heliocêntrico. Apenas 66 anos depois, em 1609, Galileu apontou o primeiro telescópio para o céu, provando que a Terra não era o centro do universo. E 360 anos depois, em 1969, a humanidade pisava na Lua. Saímos da navegação rudimentar para a exploração espacial em menos de quatro milênios, grande parte das vezes olhando o MACRO, das estrelas aos prédios gigantes.
Indo além, chegamos ao NANO, cerca de mil vezes menor que o MICRO. Para visualizar essa escala, pense no Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, com quase 9 mil metros. Agora imagine algo 1.000 vezes menor. Estamos falando de uma estrutura de 9 metros – o tamanho de um prédio de três andares ou uma grande árvore, plantada aí na praça do seu bairro.
Agora, traga essa comparação para o solo. Quando analisamos teor de argila, frações da areia como areia fina ou grossa, ou então chamamos tudo de “colóides ou óxidos de ferro”, estamos comparando Everestes com árvores do quintal.
Em meu perfil no LinkedIn é possível ver, em segundos, processos que ocorrem há milhares de anos no solo que pisamos, nas plantas que nos dão sombra e no ar que respiramos. Tudo interligado por MUNDOS NANOMÉTRICOS. Os processos no mundo NANO impactam o mundo MACRO.
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