Podcast YouTube
Podcast Spotfy
Slide
Slide

Safra 23/24 deve ser de 312,3 milhões de toneladas

Extemos climáticos devem prejudicar principalmente a produção de soja, milho e trigo (Foto: Freepik)
Extemos climáticos devem prejudicar principalmente a produção de soja, milho e trigo (Foto: Freepik)

Previsão da Conab aponta queda na produção de soja, milho e trigo, impactada por clima adverso no Sul e seca no Centro-Oeste

O Brasil deve colher 312,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/24, segundo o 3º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa 2,4% a menos no comparativo com a safra anterior, queda explicada pela pouca chuva no Centro-Oeste e pelo excesso de precipitações no Sul.

O plantio de soja está atrasado em todas as regiões produtoras, sinalizando uma redução no Centro-Oeste. No Mato Grosso, a evolução é satisfatória. Por sua vez, Goiás, Minas Gerais, Matopiba e Rio Grande do Sul tiveram redução na área semeada em comparação com a safra anterior. As razões foram as chuvas em excesso no Sul e a baixa precipitação nas demais áreas. A estimativa de produção é de 160,2 milhões de toneladas.

No milho 1ª safra, muita chuva em algumas áreas e a falta dela em outras atrasaram o plantio. A projeção é de 25,3 milhões de toneladas no primeiro ciclo de cultivo (-7,5%). A colheita total é projetada em 118,53 milhões de toneladas.

O trigo, principal cultura de inverno, sofreu com chuvas volumosas, ventanias, granizo, enchentes, muita nebulosidade e poucos dias com sol. Isso dificultou a conclusão da colheita no Rio Grande do Sul. A estimativa de produção é de 8,1 milhões de toneladas.

Análise de mercado

As exportações de soja em grãos, de janeiro a novembro de 2023, continuam altas. O “line-up” até o final de dezembro é estimado em mais de 100 milhões de toneladas. Os embarques do grão foram elevados de 98,06 milhões de toneladas para 100,03 milhões de toneladas. Nos esmagamentos, houve redução de 350 mil toneladas, puxada pela redução nas estimativas de exportações de farelo e óleo de soja.

Para 2024, os embarques da oleaginosa para o exterior estão estimados em 101,59 milhões de toneladas, queda de 1,42 milhão de toneladas em relação ao último levantamento divulgado. Queda também para os esmagamentos, reduzidos em 1,05 milhão de toneladas devido, principalmente, pela menor estimativa de venda no mercado interno de farelo de soja em 2024.

No milho, a expectativa é que o volume de exportações brasileiras do cereal em 2024 seja reduzido, podendo chegar a 38 milhões de toneladas.

No caso do feijão comum cores, o panorama de mercado se apresenta favorável ao produtor. A cultura está em plena entressafra, e o país conta apenas com os estoques remanescentes da terceira safra e das lavouras paulista na oferta de feijão novo, pelo menos até meados de janeiro de 2024. A tendência é que os preços continuem atrativos para os agricultores durante os próximos dois meses.

No mercado de trigo, segue o cenário de baixa nos preços devido ao excedente de cereal russo, mais barato do que o dos demais países. Clima favorável em importantes países produtores europeus e na Austrália também impactam.