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Produtores de leite pedem medidas contra concorrência desleal

Vista externa do Expominas, onde ocorre o evento da Faemg (Crédito: Agência Minas)
Vista externa do Expominas, onde ocorre o evento da Faemg (Crédito: Agência Minas)

Faemg convoca movimento para pressionar o Governo Federal. Alvo dos protestos é a importação de leite em pó do Mercosul

Conter o risco de desabastecimento do mercado interno e evitar o aumento de preços para o consumidor: este é o objetivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) com o movimento “Minas Grita pelo Leite”, convocado para segunda-feira, dia 18 de março, em Belo Horizonte. A expectativa é de que centenas de pecuaristas e lideranças de diversos segmentos estejam presentes. O Alto Paranaíba, onde está a maior bacia leiteira de Minas, será representado por delegações.

O leite em pó vindo especialmente da Argentina e do Uruguai para o Brasil representa séria ameaça ao setor, de acordo com a Faemg. A concorrência desleal reduz a pequena margem de lucro do produtor brasileiro, que não tem subsídios e convive com altos custos de produção. Esse cenário tem levado produtores médios e pequenos a abandonarem a atividade, o que pode gerar desabastecimento interno e consequente aumento de preços para o consumidor final.

O ato do dia 18 em Belo Horizonte vai reunir lideranças políticas, cooperativas, sindicatos e produtores rurais no Expominas em defesa do fim das importações subsidiadas da Argentina. Caso não seja possível, o setor sugere medidas compensatórias ou salvaguardas para socorrer os produtores. Após o ato, a Faemg irá inaugurar um relógio na porta da entidade para marcar o tempo sem respostas por parte do Governo Federal.

Movimento da Faemg envolve diversos apoios
Movimento da Faemg envolve diversos apoios

Presente em praticamente 100% dos municípios mineiros, a pecuária leiteira gera emprego e renda para milhares de famílias. A produção nacional de leite soma 24 bilhões de litros por ano; 27% do total são produzidos em 216 mil fazendas de Minas Gerais, onde existem mais de mil indústrias de laticínios.

Lideranças regionais se mobilizam

No Sindicato dos Produtores Rurais de São Gotardo, a mobilização de produtores é coordenada pessoalmente pelo presidente Rodolfo Molinari, um dos dirigentes da Faemg. “A intenção é reivindicar de maneira contundente melhorias para a cadeia do leite”, diz Molinari. “Estivemos em Brasília, junto com muitos de São Gotardo, porém, até hoje nada de concreto foi feito para o produtor de leite. Pelo contrário. A situação piora cada dia mais. Vamos realizar manifestações até que algo seja feito em prol do produtor. Vamos nos mobilizar mais uma vez, e quantas vezes for preciso.” O dirigente lembra que não apenas o produtor de leite precisa se preocupar, mas todos os produtores. “Hoje é o leite. Amanhã o corte. Depois o café, os cereais, o HF. É preciso lutar pelo agronegócio.”

O Sindicato dos Produtores Rurais de São Gotardo vai disponibilizar transporte para o evento do dia 18 em Belo Horizonte. A alimentação será oferecida pela Faemg. Em São Gotardo, as reservas devem ser feitas pelo telefone (34) 3671 2210.

Outros sindicatos e lideranças regionais do setor foram consultados, porém ainda não informar sobre como irão participar.