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Denominação de Origem do Cerrado Mineiro consolida marca de 420 mil sacas na safra 2025/2026

Cerrado Mineiro atinge 420 mil sacas certificadas com Denominação de Origem (Crédito: RCM)
Cerrado Mineiro atinge 420 mil sacas certificadas com Denominação de Origem (Crédito: RCM)

Volume certificado representa a consolidação de um patamar três vezes superior ao histórico recente da cafeicultura regional. A Europa liderou os embarques ao absorver 68,5% do total exportado com o selo de procedência

A safra 2025/2026 marcou a consolidação de um novo patamar para a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro. Com o encerramento do ciclo produtivo em junho, a região registrou 419,9 mil sacas de 60 quilos devidamente certificadas pela Denominação de Origem (D.O.), mantendo o patamar atingido na safra anterior e reforçando o diferencial competitivo do café produzido no território.

Até a safra 2022/2023, o volume médio verificado ficava em torno de 150 mil sacas por ciclo. O salto produtivo observado a partir de 2024/2025 triplicou essa escala, mantendo a consistência no período 2025/2026.

“Há poucos anos, certificávamos cerca de 150 mil sacas por safra. Na safra 2025/2026, chegamos a um volume próximo de 420 mil sacas. Esse avanço demonstra o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo. É resultado de um trabalho consistente de fortalecimento da Denominação de Origem e da confiança dos produtores, cooperativas e compradores nesse modelo”, enfatiza Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

Do volume total certificado destinado ao mercado externo, que alcançou 27 mercados internacionais, a Europa absorveu 132,2 mil sacas, equivalentes a 68,5% dos envios. A América do Norte registrou 22% das remessas, seguida por Ásia (3,8%), Oriente Médio (3,3%) e Oceania (2,4%). Na divisão por países, Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha concentraram 61,3% dos embarques.

Ao todo, a rede de rastreabilidade contabilizou 279 compradores. O principal agente comercial respondeu por 7,7% do volume, enquanto os 20 maiores compradores somaram 68,5% do total comercializado.

As cooperativas filiadas à Federação (Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari) concentraram a maior parte das certificações efetuadas na safra.

“Em um mercado cada vez mais orientado pela qualidade, transparência e sustentabilidade, a certificação de origem representa uma vantagem competitiva para cooperativas, associações e produtores. Ao garantir a procedência do café, ela amplia a confiança dos consumidores e compradores, diferencia o produto no mercado e contribui para o reconhecimento das características únicas de cada região produtora”, diz Sandra Moraes, gerente comercial de cafés especiais da Expocacer.

A comercialização contou com a atuação dos exportadores credenciados Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.

Alcance global do selo e meta de 600 mil sacas para 2026/2027

A presença junto ao consumidor final atingiu a marca de aproximadamente 10 milhões de selos aplicados em embalagens distribuídas em mais de 50 países. A parceria com a illycaffè impulsionou expressivamente essa presença nos pontos de venda globais.

Para o ciclo 2026/2027, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e suas cooperativas filiadas fixaram a meta de certificar 600 mil sacas sob a Denominação de Origem do Cerrado Mineiro. O objetivo representa um crescimento de 42,9% em relação ao volume recém-concluído em junho. O plano prevê expandir o engajamento de cafeicultores, reforçar parcerias operacionais e ampliar a participação nos mercados interno e externo.

Primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, a Região do Cerrado Mineiro reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios. A Federação dos Cafeicultores do Cerrado é a entidade responsável por representar, controlar e promover a origem, além de atestar a procedência e a qualidade dos cafés por meio de critérios técnicos e do sistema de rastreabilidade.