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Exportações do Agronegócio Brasileiro somam USD 12 bilhões em fevereiro com força da soja e carnes

Corte de carne especial. Prime rib (Foto: Wenderson Araujo/Trilux)
Corte de carne especial. Prime rib (Foto: Wenderson Araujo/Trilux)

O desempenho das exportações do agronegócio em fevereiro de 2026 registrou avanço de 7,4% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo início da colheita da soja e pelo volume recorde embarcado de carne bovina no período

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram USD 12 bilhões em fevereiro. O montante representa expansão de 7,4% perante o ano anterior e um crescimento de 13% em relação ao mês de janeiro de 2026. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, a receita total das vendas externas do setor somou USD 18,2 bilhões.

O setor de oleaginosas apresentou aumento substancial com o avanço dos trabalhos de campo. Os embarques de soja em grãos totalizaram 7,1 milhões de toneladas, volume 11% superior ao registrado em fevereiro de 2025. O preço médio da commodity subiu para USD 412,9 por tonelada, o que representa valorização de 4,4%.

No segmento de derivados, o óleo de soja apresentou “expressiva alta de 99%” no volume, com 221 mil toneladas exportadas. Já o farelo de soja teve crescimento de 3% nos embarques, somando 1,7 milhão de toneladas, apesar de os preços terem recuado 3% na mesma comparação.

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No segmento de proteínas, a carne bovina in natura atingiu 236 mil toneladas, o que configura “volume recorde para um mês de fevereiro”. A cotação média do produto avançou 14% na comparação anual, chegando a USD 5.640,9 por tonelada. A carne de frango in natura somou 427 mil toneladas, alta de 5,4%. A carne suína também registrou balanço positivo, com 104 mil toneladas e incremento de 3,2%.

O setor sucroenergético demonstrou comportamentos distintos entre os subprodutos. O etanol apresentou elevação de 50% no volume embarcado, somando 60 mil metros cúbicos. O açúcar VHP cresceu 32% em quantidade, atingindo 2 milhões de toneladas, embora o preço tenha sofrido desvalorização de 23%. Por outro lado, o açúcar refinado recuou 22% nas vendas externas.

Entre os cereais e fibras, o milho exportou 1,5 milhão de toneladas, número 9% maior que o de fevereiro passado. O algodão teve retração de 2%. O café verde também registrou queda de 17% no volume, com 142 mil toneladas enviadas ao exterior, mas obteve preços 20% superiores, atingindo USD 7.191 por tonelada. O trigo apresentou a maior queda percentual do período, com redução de 62% nos embarques.