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Queijo do Cerrado Mineiro conquista Indicação Geográfica

Queijo do Cerrado Mineiro conquista reconhecimento de Indicação Geográfica (Foto: Sebrae MG)
Queijo do Cerrado Mineiro conquista reconhecimento de Indicação Geográfica (Foto: Sebrae MG)

A IG deve beneficiar cerca de seis mil produtores do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais, autorizados a utilizar a chancela. É o reconhecimento das qualidades e características específicas do produto feito na região

 

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu, nesta terça-feira (1), a Indicação Geográfica (IG) na modalidade de Indicação de Procedência (IP) para o queijo do Cerrado. A concessão representa o reconhecimento das qualidades e características específicas do produto feito na região. Produtores de Queijo Minas Artesanal de 19 municípios da região do Cerrado Mineiro poderão utilizar a chancela.

A IG deve beneficiar cerca de seis mil produtores do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais, das cidades de Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Vazante, Tiros e Varjão de Minas.

A solicitação para a concessão da chancela de Indicação Geográfica foi feita pela Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer), com apoio do Sebrae Minas, em 2022. Para o presidente da Associação, Eudes Braga, a aprovação foi mais rápida do que o esperado, fato que reforça as características e qualidades da produção de queijos artesanais no território.

“Esse reconhecimento é um grande marco para a região. Todos os holofotes estarão direcionados para nossa região, valorizando ainda mais o nosso produto, abrindo novos mercados e gerando mais confiança para os consumidores”, ressalta Braga. Segundo ele, essa visibilidade também poderá propiciar o crescimento da associação.

Desde 2018, o Sebrae Minas vem trabalhando na capacitação e qualificação dos produtores da Aprocer, no sentido de estruturar uma estratégia de identidade e origem do Queijo Minas Artesanal do Cerrado Mineiro e colaborando para a governança, gestão e fortalecimento da associação.

A Indicação Geográfica contribuirá ainda mais para a promoção da qualidade e origem do produto. “Com essa conquista o queijo do Cerrado será ainda mais valorizado pelos consumidores. Esse reconhecimento elevará a região como referência na produção de queijo, somando-se ao prestígio já conhecido pelo café. Os produtores terão seu trabalho mais enaltecido, enquanto o produto ganhará maior visibilidade e oportunidade de expansão para novos mercados”, afirma Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

Foram contemplados com a IG os queijos produzidos a partir de leite cru, integral, recém ordenhado, produzido e beneficiado na propriedade de origem em até 90 minutos após sua obtenção. A umidade máxima deve ser de 45,95% e as boas práticas de produção devem ser seguidas.

Os queijos do Cerrado são considerados de alta umidade, sendo a prensagem manual com o auxílio de tecido dessorador uma técnica de produção oriunda da tradição e herança cultural da região. São justamente tais técnicas que diferenciam o produto e contribuem para que o Cerrado se tornasse conhecido pela produção de queijos artesanais.

A Indicação Geográfica é um reconhecimento que garante a procedência do produto e sua qualidade, além de ser um diferencial competitivo para os produtores da região. Dividido em Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP), o registro de Indicação Geográfica evidencia a reputação, as qualidades e as características de produtos e serviços de uma localidade.

Atualmente, o Brasil tem 114 Indicações Geográficas registradas no INPI. A maioria delas são de pequenos negócios no segmento do agronegócio. No caso do queijo, três IGs reconhecidas são de Minas Gerais: Serro, Canastra e agora o Cerrado.

Com a concessão da Indicação Geográfica para o queijo do Cerrado Mineiro, a região se consolida como referência na produção de queijos artesanais e se destaca no mercado nacional e internacional. A chancela é um importante reconhecimento ao trabalho dos produtores locais e contribui para a valorização da cultura e tradição da região.