Bióloga Fabiane Sebaio detalha estratégias de restauração e conservação hídrica no segundo episódio da temporada 2026. Iniciativa promove o equilíbrio entre produção de café e proteção ambiental na região
A estreia do segundo episódio da temporada 2026 do podcast 100PORCENTOAGRO trouxe ao centro do debate a sustentabilidade no agronegócio regional. A apresentadora Nayane Melo recebeu Fabiane Sebaio, bióloga e secretária executiva do Consórcio Cerrado das Águas, para uma análise técnica sobre o projeto “Paisagens Regenerativa do Cerrado: estratégias e resultados do Consórcio Cerrado das Águas”. O episódio, realizado com o apoio de parceiros como Sebrae Minas e UNIPAM, detalha como a plataforma colaborativa une empresas, produtores rurais e instituições técnicas em prol da resiliência climática.
O Consórcio Cerrado das Águas atua como articulador multissetorial em um bioma de importância estratégica para o Brasil. Fabiane Sebaio explicou que a iniciativa foi motivada pela necessidade de enfrentar o desafio da produção agrícola aliada à conservação ambiental. O trabalho da plataforma foca na segurança hídrica e na biodiversidade, elementos fundamentais para a perenidade das fazendas.
Dentro das propriedades, o foco recai sobre a identificação de áreas prioritárias para restauração e o estímulo a práticas sustentáveis entre os cafeicultores. A convidada ressaltou que conciliar a produção de café com a proteção da água exige uma articulação prática entre os setores público e privado.
Um dos pilares discutidos no episódio é o projeto “Paisagem Regenerativa do Cerrado”, que utiliza o conceito de “Corredor ecológico”. Esta abordagem permite conectar propriedades, áreas naturais e territórios produtivos, trabalhando em uma escala que supera os limites individuais de cada fazenda. Fabiane Sebaio pontuou que, ao falar em paisagem regenerativa, o setor discute uma nova forma de pensar o desenvolvimento rural.
Os resultados alcançados pelo Consórcio incluem hectares restaurados ou em processo de recuperação, com melhorias mensuráveis na disponibilidade de água e na qualidade do solo. Segundo a secretária executiva, as mudanças são percebidas na mentalidade dos produtores participantes, que passam a enxergar a conservação como parte integrante do negócio. O modelo, que prevê a ampliação do impacto institucional, demonstra potencial para ser replicado em outras regiões brasileiras.