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Cooxupé amplia liquidez no mercado de grãos com nova sociedade comercial

Sociedade une forças em prol da segurança, liquidez e suporte técnico para produtores rurais (Crédito: Agrobom)
Sociedade une forças em prol da segurança, liquidez e suporte técnico para produtores rurais (Crédito: Agrobom)

Novas alternativas de comercialização beneficiam produtores da região. Sociedade introduz nova rota para o mercado de grãos e fortalece operações no Cerrado Mineiro

A Cooxupé consolidou movimento relevante na diversificação de suas operações ao firmar sociedade com a Agrobom no início de 2025. A ação passou a integrar armazenagem, rota adicional de venda e ferramentas de suporte ao produtor envolvido com grãos. A parceria criou alternativa prática de comercialização e reforçou a liquidez dos agricultores atendidos pela cooperativa em municípios do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Vale do Rio Pardo.

Cooxupé passou a orientar o processo de integração operacional, iniciado logo após o anúncio oficial

A cooperativa já fornecia insumos, assistência técnica, laboratórios de solo, rações, torrefação própria e suporte a diferentes culturas. A inclusão da Agrobom acrescentou estrutura voltada a grãos, ampliando o alcance comercial dos cooperados.“Nossa parceria visa ser uma opção adicional para o mercado, desenvolvendo ferramentas que auxiliem o produtor a fazer uma boa comercialização. Acreditamos que a combinação da nossa expertise com a força e a credibilidade da Cooxupé trará um valor significativo para os produtores, oferecendo mais segurança e liquidez para seus negócios”, avalia Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom.

Os atendimentos começaram imediatamente após a formalização. Produtores destacaram ganho direto em liquidez, maior previsibilidade de venda e nova perspectiva para uso de soluções de inteligência de mercado. Essa recepção positiva abriu caminho para expansão gradual da sociedade ao longo de 2025.

Segundo Castelli, “a ideia é exportar produtos com maior valor agregado, como farelo ou carne, em vez de apenas a commodity in natura. Para isso, parcerias como essa com a cooperativa são essenciais para o desenvolvimento de tecnologia, inteligência de mercado e segurança para o produtor”.

Liquidez ampliada para grãos

A força institucional da Cooxupé, aliada aos serviços já existentes, impulsionou efeitos iniciais da sociedade. A cooperativa reúne mais de 20 mil associados. Mais de 97% integram a agricultura familiar. São agricultores responsáveis por café e culturas paralelas, entre elas milho e outros grãos. O novo arranjo comercial atendeu a essa diversidade e fortaleceu a rede de venda regional, com impacto direto no Cerrado Mineiro.

A estrutura da cooperativa conta com 49 unidades de negócios: matriz, núcleos, filiais, unidades avançadas, postos de atendimento, armazéns e escritório de exportação em Santos. O Complexo Industrial Japy apoia a logística e reforça o fluxo de mercadorias. Esse conjunto de ativos aumenta a capacidade de escoamento e cria ambiente favorável para rotas mais competitivas de comercialização.

A presença da Agrobom no sistema levou soluções para armazenagem, compra e encaminhamento de grãos. A união reduziu gargalos de logística enfrentados por pequenos e médios produtores. Cooperados passaram a ter contato direto com opções de venda ajustadas à demanda local. Investidores e players do setor observaram sinal claro de profissionalização contínua na comercialização regional.

O avanço da sociedade também estabeleceu condições para expansão de produtos de maior valor agregado. A discussão sobre farelo, carne e derivados industrializados passou a integrar a agenda técnica conduzida pelas duas instituições. A expectativa é de crescimento gradual dessa frente ao longo dos próximos ciclos produtivos.

A sociedade gerou valor imediato para a base produtiva da Cooxupé. A ampliação do alcance comercial trouxe mais previsibilidade, maior segurança e integração entre serviços já oferecidos pela cooperativa.